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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Resposta a certos blogueiros sobre Paul Walker e Velozes e Furiosos
Eu procuro escrever somente sobre música, mas os acontecimentos dessa semana e o amontoado de bobagens que vi na internet nesses últimos três dias me forçou a postar sobre uma outra coisa. Isso e o fato de eu estar entediada em casa e passando meio mal, mas deixa esse último detalhe para lá.
Bom, o ator Paul Walker morreu nesse último sábado de maneira trágica, quando o carro em que estava, um Porsche Carrera GT, se chocou contra um poste e uma árvore e depois pegou fogo.
Eu não sou ninguém para censurar quem bate em postes ou árvores, pois eu mesma já me distraí uma vez e destruí o meu carro (que depois consertei) ao bater num poste de energia em 2004.
Pois bem, o falecimento do ator, que era um cara legal, bonito, e que fazia caridade, gerou todo tipo de comentário na internet, alguns bastante repulsivos. Cheguei a ver uma foto que disseram ser do corpo. Mentira. O sujeito da foto só estava com o nariz detonado. Paul Walker teve o corpo queimado e foi identificado pela arcada dentária. Não restou muito para enterrar dele ou do motorista Roger Rodas.
Mas não foi isso o que mais me incomodou na atitude das pessoas, até porque eu venho ouvindo coisas infames sobre morte de gente famosa desde o falecimento do Ayrton Senna, fato que gerou todo tipo de piadas e observações de mau gosto na época. Não. O que mais me incomodou foi a quantidade de blogueiros razoavelmente conhecidos, de colunistas, e de jornalistas amadores de facebook postando um monte de coisas moralistas e ridículas sobre o falecido.
Um blogueiro que tem até doutorado na PUC, ou na USP (alguma dessas grandes Universidades), postou que muita gente teria morrido no volante querendo ser o Paul Walker. Ele continuou o seu texto falando de hobbits, zumbis, e de como o filme Velozes e Furiosos estimularia pegas e mortes.
Ora... Então aquele film, It, que tem um palhacinho assassino, deve influenciar Serial Killers... E 60 segundos, com o Nicholas Cage, deve inspirar roubos de carros... Só pode...
Fui irônica nesse parágrafo acima.
Pois bem, essa linha de raciocínio do blogueiro famoso é totalmente equivocada. Digo isso por que sempre houve esse negócio de rachas e de gente morrendo em alta velocidade. SEMPRE! Sempre, mesmo. Desde antes de inventarem os carros. Isso vem desde antes da série Velozes e Furiosos e a gente vê rachas até em filmes antigos, como Rebelde Sem Causa (1955), filmes do Steve McQueen, e tantos outros que nem dá para lembrar. Alguns até passavam na Sessão da Tarde.
Goste ou não, a subcultura da alta velocidade existe e só se tornou mais forte depois que foi inventado o motor a combustão. O filme Velozes e Furiosos só mostra de forma teatral algo que sempre existiu.
Eu não estou dizendo que concordo com o fato de alguém dirigir perigosamente, o que quero dizer, é que sempre houve rachas. Só isso.
Por outro lado, não sei se o carro estava em alta velocidade e, se estivesse, cabe à polícia fazer a perícia. Blogueiros e jornalistas não devem sair fazendo juízo de valor sobre pessoas antes de saber o que realmente matou aqueles dois pais de família.
Bom, o ator Paul Walker morreu nesse último sábado de maneira trágica, quando o carro em que estava, um Porsche Carrera GT, se chocou contra um poste e uma árvore e depois pegou fogo.
Eu não sou ninguém para censurar quem bate em postes ou árvores, pois eu mesma já me distraí uma vez e destruí o meu carro (que depois consertei) ao bater num poste de energia em 2004.
Pois bem, o falecimento do ator, que era um cara legal, bonito, e que fazia caridade, gerou todo tipo de comentário na internet, alguns bastante repulsivos. Cheguei a ver uma foto que disseram ser do corpo. Mentira. O sujeito da foto só estava com o nariz detonado. Paul Walker teve o corpo queimado e foi identificado pela arcada dentária. Não restou muito para enterrar dele ou do motorista Roger Rodas.
Mas não foi isso o que mais me incomodou na atitude das pessoas, até porque eu venho ouvindo coisas infames sobre morte de gente famosa desde o falecimento do Ayrton Senna, fato que gerou todo tipo de piadas e observações de mau gosto na época. Não. O que mais me incomodou foi a quantidade de blogueiros razoavelmente conhecidos, de colunistas, e de jornalistas amadores de facebook postando um monte de coisas moralistas e ridículas sobre o falecido.
Um blogueiro que tem até doutorado na PUC, ou na USP (alguma dessas grandes Universidades), postou que muita gente teria morrido no volante querendo ser o Paul Walker. Ele continuou o seu texto falando de hobbits, zumbis, e de como o filme Velozes e Furiosos estimularia pegas e mortes.
Ora... Então aquele film, It, que tem um palhacinho assassino, deve influenciar Serial Killers... E 60 segundos, com o Nicholas Cage, deve inspirar roubos de carros... Só pode...
Fui irônica nesse parágrafo acima.
Pois bem, essa linha de raciocínio do blogueiro famoso é totalmente equivocada. Digo isso por que sempre houve esse negócio de rachas e de gente morrendo em alta velocidade. SEMPRE! Sempre, mesmo. Desde antes de inventarem os carros. Isso vem desde antes da série Velozes e Furiosos e a gente vê rachas até em filmes antigos, como Rebelde Sem Causa (1955), filmes do Steve McQueen, e tantos outros que nem dá para lembrar. Alguns até passavam na Sessão da Tarde.
Goste ou não, a subcultura da alta velocidade existe e só se tornou mais forte depois que foi inventado o motor a combustão. O filme Velozes e Furiosos só mostra de forma teatral algo que sempre existiu.
Eu não estou dizendo que concordo com o fato de alguém dirigir perigosamente, o que quero dizer, é que sempre houve rachas. Só isso.
Por outro lado, não sei se o carro estava em alta velocidade e, se estivesse, cabe à polícia fazer a perícia. Blogueiros e jornalistas não devem sair fazendo juízo de valor sobre pessoas antes de saber o que realmente matou aqueles dois pais de família.
Voltando à subcultura da velocidade, acredito que, se pesquisarmos em arquivos históricos, possivelmente vamos
dar de cara com registros de acidentes de corridas amadoras de cavalo. O fato é
que há pessoas que gostam de adrenalina, que curtem o perigo, e que curtem
velocidade. Isso não tem nada a ver com a série Velozes e Furiosos.
Sei de
gente que morreu em consequência de rachas desde muito antes da série de filmes
Velozes e Furiosos. Lembro-me de ter visitado o túmulo de um rapaz que havia
morrido em uma corrida de moto junto com a namorada lá pelos idos de 84. Eu era
criança e os túmulos dele e da namorada, um ao lado do outro, me impressionaram.
Nunca me esqueci.
Uma tia
minha também morreu com o crânio dilacerado nos anos 80, mas isso foi porque
ela não estava usando cinto de segurança.
Por outro
lado, o coitado do Paul Walker nem mesmo estava dirigindo! Se ele estivesse em
um racha, eu até poderia entender o post do blogueiro famoso e que já até
apareceu no programa A LIGA. MAS O COITADO ESTAVA NO BANCO DO PASSAGEIRO. Quem
dirigia era o Roger Rodas, que tinha treinamento de piloto profissional.
Além
disso, agora o site TMZ está publicando que a empresa Porsche havia notificado
as concessionárias que o Porsche Carrera GT seria um veículo “o mais próximo possível
de um carro de corrida”. OOPSS!! Concessionárias vendendo carros de corrida
para uso urbano com eufemismos??? Pode isso, Arnaldo?
Pois é,
esse último aspecto que ressaltei é muito mais grave do que qualquer coisa que
os blogueiros e colunistas famosos estão publicando em suas colunas, mas eles
ignoram.
Ruas não são pistas de corrida. Há pedestres,
sinais, buracos nas ruas, tampas de bueiro, sujeira, cruzamentos, motociclistas, ciclistas, etc. A exigência de um
veículo urbano é diferente da exigência de um veículo de corrida, pois mais que
o última seja muito legal.
Por
exemplo: um rapaz daqui de Brasília morreu depois que o Dodge dele se dilacerou
contra um caminhão no ano passado. Não restou nada do sujeito. Ele não estava
fazendo pega, ele era dono de um restaurante e possivelmente estava com pressa
de chegar em casa. Não sei se ele havia visto Velozes e Furiosos ou algum filme
do Steve MacQueen. Só sei que ele dirigia um carro de pelo menos 500 hp.
Em que
pese o fato de que não devemos dirigir rápido, é importante ressaltar que as
empresas não podem vender carros de corrida para uso urbano, mesmo que usem
expressões bonitinhas para disfarçar, pois a gente precisa de segurança e não
de velocidade extrema nas ruas das cidades.
Pôxa,
acabei de ler que o Porsche GT passa no máximo por cima de uma lata de cerveja
deitada, e olhe lá ! Mais do que isso, não! O carro é maravilhoso, mas qual é a
ética de vender automóveis assim para uso urbano?
Pois é.
Enquanto isso, colunistas se divertem julgando o morto. E, se alguém morreu
imitando Velozes e Furiosos, morreu imitando Brian O’Conner, e não Paul Walker.
O sujeito era um cara legal e deixou uma filha de 15 anos, o motorista deixou
um garoto de 8. De que adianta jogar pedras em dois caras que já morreram? Se
for para imitar Paul Walker, que malhe muito, aprenda a atuar, e tente a sorte
em Hollywood. O cara era um ator legal. Eu curti muito Lazarus Project, que foi um outro filme dele.
Eu
fiquei triste com a morte do cara. Vi altos filmes com ele, e achava que ele
era um cara legal e bonito. Sim, eu falei bonito.
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Morte; Porsche,
Velozes e Furiosos; Paul Walker
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